terça-feira, 12 de agosto de 2014

POESIA.



POESIA
QUEM TERÁ A DEFINIÇÃO?
QUEM TERÁ A ELABORAÇÃO?
QUEM TERÁ A CONCRETIZAÇÃO?
QUEM, SENÃO, ELA MESMA
INTACTA, DISFORME, SOLITÁRIA
NA MARGEM
NA SOMBRA
NO CANTO EMPOEIRADO DA SALA?



Mariana Lima de Almeida.
(11-12-1999)



Pobre moça.

Perguntaram à puta:
Onde você menos gosta de ser fodida?
Ela respondeu:
No coração.



Uma foda boa.

Uma foda boa
Era só o que queria
Uma foda boa
Era só o que precisava
Uma foda boa
Suor, lágrima e saliva
Pele, boca, língua
Braços, pernas e pau
Coxas, bundas e seios
Tudo junto e misturado
Força, concentração e dança
Sim, a dança da cópula
A dança selvagem de todos os amantes
Uma foda boa, só uma foda boa
Não precisava de carinho
Nem palavras meigas e doces
Não precisava de nada
Que não fosse uma foda boa
Sem palavras
Sem enganos
Sem nenhuma intenção
Apenas a foda
Boca, dedos e mãos
Língua, luta e sexo
Foda, foda, foda
Gozo
E só.
.


Mariana Lima de Almeida.
12/08/2014.