sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Sou como aquela velha casa
Do lado de lá
Não tenho nada
Estou desabitada de mim há tanto
Não fui posta à venda...
Não obtive locatários
Tive o vento, os dias e noites sem fim
Mas possuo uma janela
Embora enguiçada pelo mau tempo
Onde pude ver o tempo passar
Onde pude ver os homens de lá
Onde uma vez vi o amor
Não deixei que ele me visse
Espiei através de suas frestas
Mas me assustei
Com tamanha perfeição!
Quase senti bater meu coração
Mas antes que fosse tarde
Tranquei as janelas
E joguei as chaves
Bem longe para lá.

 


(Mariana Lima de Almeida)



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