quarta-feira, 8 de junho de 2016

Criação.

Confesso que o momento da criação é o meu melhor e o meu pior momento, não sou eu quem decide por ele e sim é ele quem decide emergir, romper a barreira do subjetivo e explodir objetivamente.
Estou quieta quando sinto então os primeiros sintomas, sinto efeitos quase alucinógenos como palpitações, suor nas mãos, coração disparado, a pupila se dilata e como uma descarga elétrica vem aquela enxurrada de palavras e sensações desordenadas, é assim até o final.
Por vezes é difícil encontrar o bendito final, mas quando encontro ...ufa! É como se eu pudesse gritar para mim mesma: - "Nasceu!".
E é como um filho de verdade, não me pertence mais e sim ao mundo, aos leitores, aos famintos de poesia, aos loucos, aos marginais, aos degustadores de palavras, aos curiosos, aos críticos e a todos que buscam; porque há uma busca constante e a arte acontece justamente quando se dá esse encontro. Há uma busca quase instintiva do leitor e do escritor e quando acontece cria-se conexões, forma-se ligamentos que não se desfazem mais. Faz-se sentido.
Somente por isso valeu ter nascido e vivido neste mundo.







(Mariana L. de Almeida).

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