terça-feira, 27 de setembro de 2016

Sobre ser a esposa perfeita.

     Num tempo não tão distante assim, menos de meio século atrás, ser uma boa esposa significava ser conivente com o comportamento extremamente machista e muitas vezes até desumano de seus maridos dando-lhes sempre razão independente se ele estivesse certo ou errado. Não se discutia, não se compartilhava, não se questionava e não se dialogava determinados assuntos. A palavra final era sempre do homem, a do pai e chefe da família.
      Ainda vivemos em uma sociedade patriarcal e machista onde mesmo as mulheres estudando, trabalhando e gerando renda, elas são as maiores responsáveis pela organização, manutenção e cuidados da casa, são as maiores responsáveis pelo cuidado dos filhos e do próprio marido. Por isso, ainda hoje ouvimos muitas mulheres se queixarem do feminismo, justificando que a luta por direitos iguais foi uma grande balela, pois com o tempo elas só acumularam funções, estão muito mais sobrecarregadas, estressadas e que a igualdade é somente uma utopia. Mas será verdade?
     Infelizmente a luta é contínua, ela não cessa e olhando para trás, de como nossas mães e avós viviam sob o poder do pai e depois do marido, vemos que conquistamos espaços e direitos sim, temos muito mais poder de escolha que nossas avós por exemplo, podemos escolher casar ou não, ser mãe ou não, manter um casamento desrespeitoso ou não, amar e desamar, amar de novo, podemos tentar formas alternativas de sobrevivência, podemos morar sozinha ou com um irmão, uma amiga, com os pais, com os filhos, com o namorado(a), podemos trabalhar, estudar, viajar, fazer terapia, enfim, podemos criar nossas próprias regras.
     No tempo das nossas avós era comum, além de tudo, a maioria das mulheres terem uma vida sexual pouco prazerosa, pois a mulher não devia nunca procurar pelo marido na cama, não era de bom tom, acreditam? E mais, o sexo era meio robotizado, sem carícias mais ousadas, sem preliminares, sem beijo na boca e creiam, muitas de nossas avós nem tiravam a camisola para "servir" ao marido. Triste, não? Ainda bem que as coisas evoluíram nesse quesito. Casamento sem sexo bom e sem muito carinho não faz sentido algum.
     É claro que isso é apenas o inicio de uma grande transformação social, infelizmente são muitas mulheres ainda presas em relacionamentos nocivos, neuróticos e violentos; são milhares de mulheres exploradas, violentadas, ameaçadas e dependentes da relação com seus parceiros por mil motivos diferentes desde religiosos, emocionais, financeiros, morais etc. O que não podemos deixar é que a luta se estagne, precisamos nos informar cada vez mais e informar para todas as mulheres da nossa convivência sobre seus direitos, sobre os centros de apoio às mulheres, sobre a Lei Maria da Penha, sobre serviços jurídicos gratuitos como a Defensoria Publica entre outros. Cada mulher que se fortalece e recupera sua dignidade e auto estima não se permite mais ser explorada.
     Sobre ser uma esposa perfeita, selecionei algumas realidades da década de 1950 e a realidade de hoje, vejam se concordam comigo:
     *“Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo.” Revista Cláudia, 1962.
       "Se me trair, além de pedir o divórcio, é bem provável que eu pague na mesma moeda antes de você sair de casa" 2016.


     *“A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara.” Revista Cláudia, 1962.
     " O quê? Casar virgem? Mas se o melhor do namoro é o sexo selvagem, todos os dia e toda hora! Você acha que eu vou querer com um homem banana desses que idealiza casar com a santinha do pau oco, tô fora!" 2016.


      *“Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite, espere-o linda, cheirosa e dócil.” Jornal das Moças, 1958.
     " Sempre que você sair para a noitada com os amigos, saiba que eu estarei numa noitada muito melhor com minhas amigas e é bem provável que eu chegue bêbada, descabelada e cheirando a cigarros e cerveja!" 2016.


     *“Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda a casa.” Jornal das Moças, 1957.
     "Pode fumar a vontade lá na sacada e esvaziar os cinzeiros quando entrar e se queimar o tapete, terá que comprar outro três vezes mais caro!" 2016.


     Espero que tenham se divertido, agora tenho que ir, pois já mandei mensagem para o meu marido duas vezes e ele nem visualizou! Onde será que ele está? Por que não me responde? Será que está com outra? Preciso descobrir tudo, desculpa gente mas eu o amo demais e morro se ele me deixar... FUI!


(Mariana Lima de Almeida).



















segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Mulher

Ela é feia
Ela é magra
Ela é gorda
Ela é branca
Ela é preta
Ela é loira
Ela é parda
Ela é chata
Ela fuma
Ela bebe
Ela dança
Ela canta
Ela chora
Ela implora
Ela é burra
Ela é cega
Ela é surda
Ela é puta
Ela goza
Ela apanha
Ela sangra
Ela uiva
Ela é lua
Ela é rua
Ela é sua
Ela é nua
Ela luta
Ela briga
Ela morre
E enfim
Ela nasce.




(Mariana L. de Almeida)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Mara foi para academia.

      Depois de um longo período de introspecção e enclausuramento Mara decidiu sair da toca e espiar como estava o mundo lá fora. Desde que assumiu um novo estilo de vida, anda cheia de energia e vontade de viver e o primeiro passo foi se matricular numa academia baladíssima próxima a sua residência, afinal precisava se exercitar e digladiar contra a flacidez que insistia em aumentar a cada dia e aproveitar para conhecer gente nova com outro astral, outra "vibe" como dizem por aí. Mara era pura empolgação e estava certa que a vida lhe traria muitas novidades, quem sabe até um novo amor.
     Mara comprou um plano trimestral de academia pela internet, era uma pacote promocional o qual praticamente ganhava um mês grátis e assim se obrigaria a não desistir antes dos três meses. Finalmente chegou a hora, era sábado de manhã e Mara já estava devidamente vestida, toalha de rosto acompanhando e uma garrafinha squeeze de água. Nunca acordou num sábado às oito horas tão animada.
     Ao abrir a grande porta de vidro da academia foi recebida pelo sorriso mais lindo que já vira em sua vida: - "Bom dia, seja muito bem vinda! Sou o professor Marcos, estou aqui para te auxiliar no que for preciso. Seu primeiro dia hoje?
    - "Nossa, dá para perceber que faz anos que não entro numa academia, estou meia acabada eu sei. É meu primeiro dia sim, eu comprei um plano trimestral pela internet, acho que devo fazer minha ficha primeiro" Mara respondeu.
     - "Ah você não está acabada nada, o que é isso? Perguntei porque nunca te vi aqui antes e eu estou aqui todos os dias, você é linda e agora vai ficar mais gata ainda com o treino que faremos juntos! Mas sim, você deve primeiro passar na recepção e preencher sua fichinha enquanto eu te aguardo junto aos aparelhos, vai lá linda!"
     Pronto! Mara sentia que finalmente o universo estava conspirando a seu favor! O professor era um semideus, lindo, sorridente, dentes bonitos, musculoso na medida certa, cabelo perfeito e o melhor: era pura simpatia, que alto astral era esse? Mara não entendia como pôde demorar tanto tempo para começar ir a uma academia. "Ele disse juntos? Sim, ele disse juntos, o treino que faremos juntos!", tudo isso flutuava em sua mente enquanto preenchia seu cadastro.
     Mara chegou na grande sala de aparelhos e procurava ansiosa pelo professor quando de repente sentiu uma mão quente e forte em seu ombro direito: "Vamos minha querida?"ele disse e ela sorriu e o acompanhou com as pernas bambas de emoção. Fizeram de tudo, uma aula realmente revigorante: alongamento, esteira, agachamento, levantamento, remadas, bicicleta, peso e mais alongamento. Era um tal de: "Prende a barriga, levanta a bunda, dobra os joelhos, ergue os ombros, junta os braços, abre as pernas, levanta, empurra, força, vai..." Mara no meio dos exercícios divagava e imaginava que todo esse esforço valeria a pena, especialmente se um dia estivesse malhando na cama do seu professor. Sim, Mara tinha esse problema de fantasiar e voar para longe, mas hoje ela fazia um esforço enorme para se concentrar e não decepcionar seu professor gato e mesmo morrendo por dentro, Mara se mostrava a aluna mais eficiente, suada e empolgada do planeta .
     Ao final da aula Marcos lhe dá os parabéns pelo ótimo treino, elogia sua performance e lhe dá um forte abraço. Mara viu estrelinhas e o abraçou forte também quando ele lhe pergunta: "Gata você tem facebook e instagram?", ela quase perdeu o ar e respondeu um sim histérico "Sim, tenho sim, claro!" e ele perguntou: "Posso te seguir então minha aluna linda?" ela imediatamente "Claro professor, vou te seguir também!" ele :"Ótimo gata, assim nos mantemos sempre em contato para o que você precisar" e se despediram com um beijo estalado na bochecha.
     "Humm, para o que eu precisar.." Mara saiu suspirando da academia de alma lavada e toda dolorida, mas era uma dor boa, uma dor de renascimento, estava se sentindo gostosa e poderosa, imaginava como estaria seu corpo daqui 3 meses, será que estaria namorando aquele professor lindo ou quem sabe seria apenas uma ótimo parceiro para sexo casual, pensava: "ah como é bom conhecer gente bem resolvida, sem neuroses e que aprecia bem os momentos. Primeiro dia de aula e já quis meu facebook e meu Instagram, é claro que ele gostou de mim, foi química, não tem outra explicação!" Mara acelerava para chegar logo em casa e ligar o computador, queria saber tudo sobre ele, ver as fotos, os dia do seu aniversário, o que ele gosta de assistir, onde sai...tudo!
     Então enquanto o computador ligava, tomou um banho e preparou um delicioso suco de abacaxi com um toque de canela para degustar enquanto iria se divertir na internet, olhou algumas notificações, respondeu alguns amigos e foi ver suas solicitações de amizades e viu: Marcos Personal Trainer deseja ser seu amigo, aceita? "Claro que aceito, lógico!" e apertou sim quando o perfil do professor abriu com a foto capa da bandeira do movimento LGBT e sua foto perfil era ele dando um selinho em outro homem. Mara sentiu sua barriga gelar, ela não podia acreditar e correu verificar o status do mesmo quando leu: Em um relacionamento sério com João Feliciano Júnior desde 2013!!! Tudo escureceu ao seu redor, todas as cores se tornaram imediatamente cinza e o mundo voltou a ser um lugar hostil e amargo onde Mara não tinha sorte nem uma única vez , pensou em chorar mas nem uma lágrima sequer saiu e tudo que conseguiu foi respirar profundamente e gritar: Puta que pariuuuuu!
      Desligou o computador, fechou as cortinas e foi dormir, de preferência até segunda de manhã.


(Mariana L. de Almeida).
Imagem: Google.

















quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mara: uma nova mulher.


    Canalhas existem e aos montes, como baratas se multiplicam em cada esquina, mas com Mara eles não têm mais vez e vou contar porquê. Mara era um doce de mulher, considerada boazinha por todos, sempre receptiva, amiga, leal, amorosa, pronta para ajudar e incomodar o menos possível, afinal detesta pessoas invasivas e espaçosas demais, gente sem noção, entrona e por isso ela tenta não ser assim.
     Mara cultua a delicadeza, os pequenos gestos, a poesia, prefere um vinho ao barril de cerveja, prefere música boa à uma balada agitada, prefere alguns amigos em casa para um jantar que estar no meio da multidão fazendo "a social", prefere um amor para dividir a escolha de filmes e dormir de conchinha. Claro que ela adora sexo, mas sem aquele desespero juvenil, aprecia cada toque e preza por qualidade e não quantidade. Ela é intensa demais para sexo rotineiro e quase mecanizado.
     Porém, por Mara ser exatamente assim é que vez por outra acabava atraindo algumas pessoas e situações desagradáveis para sua vida, aqueles famosos sugadores de energia, vampiros emocionais que à princípio se mostram verdadeiros Lordes, mas em pouco tempo se revelam maus-caracteres quase profissionais. Eram colegas de trabalhos folgados, namorados manipuladores, amigas invejosas, vizinhos que se aproveitavam, ex marido mentiroso e por aí vai. Foi então que ela sofreu uma crise de identidade e de consciência colocando em xeque mate todos os seus valores e se questionando por que volta e meia atraía determinadas pessoas e situações para sua vida e depois de dias de uma autoanálise profunda decidiu mudar completamente seu jeito de ser onde determinou para si mesma ser uma pessoa mais fria e racional, o menos simpática possível, o menos receptiva possível, deixar de responder mensagens aparentemente fofas que recebia em suas redes sociais, bloquear intrometidos do seu whatsapp, não responder mais e-mails de elogios que recebia de colegas de trabalho, aliás, nem sair mais para "happy hours"com aquela turma chata e falsa, começaria academia onde conheceria gente nova com certeza! Mara declarou vida nova e um novo jeito sério de ser onde  não seria mais feita de boba por ninguém.
     E a primeira semana da nova vida dela foi uma verdadeira revolução: "Mara querida, você pode revisar isso para mim? Não, não posso!"; "Mara sua linda, me bateu uma saudade de você! Saí fora seu idiota!"; "Mara posso ir na sua casa hoje para você me ajudar com uma cláusula desta nova Norma que não estou assimilando miga? Não pode, hoje terei um encontro e volto só segunda de manhã, peça para seu chefe te ajudar miga, beijo!"; "Oi Mara, vo..." Não, não quero!" "Mara? Nãoooo!"
      E pela primeira vez na vida Mara começava entender como o mundo era mesmo uma merda e que ser bom é sinônimo de ser idiota, que uma mulher gentil não é valorizada porque o mundo ainda é muito machista, que ser receptiva demais era estar pronta para receber traição, que ser simpática demais significa aceitar qualquer coisa de qualquer pessoa, que ser elogiada demais por seus colegas significa apenas que eles querem transar com você e sim, se você for legal e simpática demais com todo mundo, você só será usada e ficará sozinha para sempre, que ajudar aos outros não significa que você será ajudada quando precisar e que ser amiga não te garante ter verdadeiros amigos. Essa é a lógica deles, desse povo cruel que faz o mundo girar e que agora Mara aprendeu de fato como jogar.

(Mariana L. de Almeida)








sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A crise da segunda idade.

    Sim, eu descobri que ela existe! Até os 30 anos nossa vida segue um ritmo maluco e cheio de disposição: trabalhamos, fazemos faculdade, namoramos, saímos para diversas atividades noturnas, acordamos cedo sem reclamar, muitas de nós se casam, têm filhos e cuidam de tudo isso numa boa ou quase numa boa. Entre uns gritos aqui e outros lá vamos vivendo esse turbilhão de emoções e estresse da vida moderna.
   Mas depois dos 30 anos algumas coisas começam a mudar: a paciência diminui, as contas para pagar aumentam, o casamento vira um porre, os amigos casados se tornam caretas e parecem aqueles casais felizes de propaganda de margarina, os solteiros estão viajando, escalando o Monte Everest, com as roupas e estilos transados enquanto você está em algum canto desse planeta sentada no sofá de sua casa olhando a enorme bagunça ao seu redor e se questionando o que aconteceu com você. Cadê aquela garota super cabeça, politizada e cheia de atitude de anos atrás? Agora ela não tem tempo para ler mais nada, nem responder um e-mail sequer. Estamos sempre atrasadas, com os cabelos presos e as unhas por fazer enquanto as capas de revistas nos deprimem insinuando como nunca seremos: lindas, loiras, ricas, equilibradas e super realizadas!
   Estamos vivendo um caos emocional, questionando a vida quando nos deparamos em frente ao espelho com pequenas rugas ao redor dos olhos enquanto sorrimos, então, colocamos um anti-rugas caríssimo na lista de prioridades, vamos à farmácia, compramos, usamos uma semana religiosamente e depois nunca mais abrimos aquele potinho que custou nossa alma, esquecemos simplesmente, pois o cansaço vence.
   Outro dia enquanto discutia meu saldo com meu gerente do banco, descobri um fio de cabelo branco e entendi que o tempo está passando rápido demais e que meu saldo bancário continuará devedor por muito tempo. "Esse mundo não se resolve" já dizia meu amado poeta Drummond. Por que justo eu tenho que resolver tudo?
   Então é isso, você já passou dos 35 anos e não é mais jovem, mas também não é velha. Gosta de coisas boas, valoriza muito mais qualidade que quantidade, pensa duas vezes antes de sair de casa para uma noitada, cansa do papel exaustivo de mãe mas sente saudades quando vão passar o final de semana com o pai. E os temíveis 40 anos não estão mais distantes, estão aqui pertinho.
   É assim, a crise da segunda idade acontece num dia entre abril e maio em um ponto qualquer dos seus 37 anos. Os filhos estão amadurecendo e criticando todos os seus atos, aqueles pequenos porquês de tudo evoluem rápido para porquês cada vez mais complexos nos colocando em xeque mate, nos colocando à prova de todos nossos valores e verdades. Eles questionam, reivindicam e eu aprendo cada dia mais. Eles aprendem ser filhos e eu aprendo a ser mãe, ninguém nasce sabendo essas coisas. Nos olhamos nos olhos, rimos, choramos e dizemos a verdade sempre. Negociamos a TV, o computador e a Netflix;  nem sempre é fácil manter a democracia dentro de casa, é um exercício diário de tolerância e amor, caso contrário, iríamos querer o impeachment um do outro rapidinho.
   Depois de quase 10 anos de sedentarismo eis que retorno às atividades físicas, caminhar, nadar e até tentar correr. Também comecei a ler e pesquisar sobre diversos alimentos funcionais, gordura trans, grãos, farinha integral e estou aprendendo muitas coisas novas para contribuírem para minha saúde.
   A crise da segunda idade existe, ela é real e posso defini-la com a despedida da juventude e a entrada à uma nova fase onde alguns chamam de idade da loba que é associada ao ápice da mulher tanto em sua maturidade, sexualidade e carreia. Tomara mesmo. Crises existências sempre existiram e sempre existirão e são importantes para nossa evolução e amadurecimento, mas espero que ao chegar na idade da loba, minha Loba interna viva sua plenitude e que meus desejos reais sejam realizados e eu encontre o êxtase e a paz de viver com sabedoria mais uma etapa da vida.


(Mariana L. de Almeida)

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Poexista!


Enfrente a vida
Com poesia
De noite e de dia
Na veia e nas vias
E se preciso for
Com sangue e fúria
Resista
Até onde seja possível
Enfrente
Com armas e lírios
E mate a tiros
A sede e o delírio
Até quando a poesia
Irrompendo de alegria
Refaça nossos novos dias.

(Mariana de Almeida)