terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Meus poemas.

Você não lê mais os meus poemas
Diz que sim, mas eu sei que não
Passa os olhos como se fosse
Notícias falsas de um jornal
Passa os olhos mortos
Como quem passa a manteiga no pão
Todas as manhãs são assim
Todas as manhãs são iguais.
Minha poesia declara guerra
Em meio aos montes de papéis
Acumulados sobre a mesa
É inútil tentar chamar sua atenção
Você ignora, embora finja que não
E nossa vida passa dispersa
Por entre os dedos das mãos.
Entre jornais, boletos e segredos
Grita minha poesia nua
Contra tua frieza muda
Inútil tentar chamar sua atenção
Você não lê mais os meus poemas.

E de fato, acho que nunca os leu
Tudo que um dia nos uniu
Foram as rimas das falsas alegrias.

(Mariana de Almeida).

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