terça-feira, 2 de maio de 2017

Amor. (Para Larissa Lima)

Nunca tive nada para chamar de meu

Os amores vêm, respiram, transpiram e se vão...

Os filhos, tão nossos, um dia simplesmente se levantam do sofá e se vão

e eu desejo que o voo seja lindo, leve e libertador

Sim, libertador, livre de qualquer dor ou culpa

Não me deves nada, meu anjo, nada!

Te amei mais que pude e menos que desejei

Pois te amar nunca é o suficiente, sempre necessito mais

Casa, carros, bens, aquela pizza a noite

Tudo isso vem e vai, nada nos pertence

A Terra que hoje pisamos não é nossa

Nem nunca foi... Nunca tivemos chão

Nossos pés descalços preferem alçar voos

Que fincar as lanças da prisão na terra

Te amo desesperadamente...

Amor de carne, osso e alma

Uma vida é tão pouco para nós

Aprendemos tanto... tudo aquilo que não está a venda

Em nenhuma prateleira do mundo

Nossa carne resistirá enquanto o coração pulsar

Enquanto o sangue bombear

Enquanto a pele se arrepiar

Enquanto o amor clamar por justiça!

Nunca tive nada para chamar de meu

Nunca quis ferir a Terra nem o Ar

Nunca quis tirar o seu para chamar de meu

Nunca me vendi para o vil metal

Toda posse é agressão

Liberdade é o verdadeiro amor.

(Mariana de Almeida)





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