segunda-feira, 12 de junho de 2017

Solidão.

Rouba-me tudo
Rouba-me o nada que possuo
Rouba meu pouco juízo
Rouba minha insensatez
Rouba meu desejo de justiça
Rouba meu livro do Neruda
Rouba meu disco favorito
Rouba minha paz;
Só não rouba minha solidão
Minha solidão já tem dono
Por um feitiço do tempo
Ela foi aprisionada em mim
No calabouço onde somente
A dor, minha rainha absoluta
Libertaria minha solidão
Num rompante de compaixão
Que não há nem nunca haverá
Clemencias em vão...
Misericórdia ao coração.

(Mariana de Almeida)




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